Oloares Ferreira Tbm pensa que a justiça deve ser feita. Todo mundo pensa como ele... Menos a Juíza Lúcia Carrijo!...
Posted by Justiça para Suzana on Quinta, 5 de novembro de 2015
Seja bem vindo!!!!
Aqui é o espaço em que eu posto artigos, materias de aula, assuntos ligados ao mundo jurídico e pensamentos variados. Deixe a sua mensagem com a sua crítica ou sugestão. Abraços fraternos.
Um pouco de mim...
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Feminicídio -Caso Suzana Fagundes
Você sabe o que é Feminicídio?
Feminicídio significa a perseguição e morte intencional da mulher, por razões da condição do sexo feminino, praticado ou por violência doméstica e familiar, ou por menosprezo ou discriminação a condição de mulher, classificado no Brasil como um crime hediondo, chancelado pela Lei nº 8.072/90 .
O feminicídio se configura quando é comprovada as causas do assassinato, devendo este ser exclusivamente por questões de gênero, ou seja, quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher.
Feminicídio é algo que vai além da misoginia (ódio declarado as mulheres), criando um clima de terror que gera a perseguição e morte da mulher a partir de agressões físicas e psicológicas dos mais variados tipos, como abuso ou assédio sexual, estupro, escravidão sexual, tortura, mutilação genital, negação de alimentos e maternidade, espancamentos, entre outras formas de violência
Constitui uma categoria sociológica específica já que o alvo é a mulher e que tem adquirido especificidade normativa a partir da Convenção de Belém do Pará, a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, adotada pela Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 09 de junho de 1994 e ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995
Alguns estudiosos do tema alegam que o termo feminicídio se originou a partir da expressão "generocídio", que significa o assassinato massivo de um determinado tipo de gênero sexual.
O feminicídio pode ser classificado em três situações:
Feminicídio íntimo: Ocorre, quando existe ou já tenha existido uma relação de afeto, parentesco ou coabitação entre a vítima e o agressor;
Feminicídio não íntimo: Ocorre quando não há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor, mas o crime é caracterizado por haver violência física ou psiquíca (homicídio, tortura, estupro, etc)
Feminicídio por conexão: Ocorre quando uma mulher, na tentativa de intervir, é morta por alguém que desejava assassinar outra mulher.
Feminicídio no Brasil
O ápice da violência contra a mulher é sem sombra de dúvida a morte da vítima.
Quando há um óbito decorrente de violencia doméstica ou por mero preconceito sobre o sexo feminino, temos o chamado feminicídio ou femicídio.
Estes crimes podem ser cometidos por qualquer pessoa, mas são geralmente perpetrados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, e decorrem de situações de abusos no domicílio, ameaças ou intimidação, violência sexual, ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem. Os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres.
As estatísticas são assombrosas e segundo dados do IPEA- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- Aproximadamente 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo.
Em contraste, essa proporção é próxima a 6% entre os homens assassinados. Ou seja, a proporção de mulheres assassinadas por parceiro é 6,6 vezes maior do que a proporção de homens assassinados por parceira.3 No Brasil, no período de 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicídios, o que equivale a, aproximadamente, 5.000 mortes por ano. Acredita-se que grande parte destes óbitos foram decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que aproximadamente um terço deles tiveram o domicílio como local de ocorrência.
Esse ano, entrou em vigor a Lei 13.104, de 09 de março de 2015, chamada de Lei do Feminicídio, na tentativa de impedir os crimes contra a mulher, todavia os índices nas estatísticas não diminuíram, em especial nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.
O estudo ainda aponta que 15 mulheres são assassinadas por dia no país, devido a violência por gênero. Assim, quando falamos em Feminicídio, enquanto você está lendo esse texto, uma mulher certamente está sendo morta, pelo simples fato de ser mulher!
Em 2015, o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, prova mais importante do país para a entrada dos alunos nas universidades públicas e privadas, trouxe como tema de redação “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.
Por incrível que pareça, o tema causou polêmica nas redes sociais e muitos candidatos acharam o tem irrelevante, ignorando o fato das estimativas de feminicídios que acontecem diariamente no Brasil.
A taxa corrigida de feminicídios foi 5,82 óbitos por 100.000 mulheres, no período 2009-2011, no Brasil.
Estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia.
As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte apresentaram as taxas de feminicídios maiselevadas, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100.000 mulheres.
A lei altera o Código Penal (art.121 do Decreto Lei nº 2.848/40), incluindo o feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, entrando no rol dos crimes hediondos.
O artigo 121 do Código Penal, teve a inclusão do inciso VI em seu parágrafo 2º que assegura ao crime de homicídio praticado contra mulher seja em situação de violência doméstica ou familiar, seja em relação a discriminação do gênero (pelo simples fato de ser mulher). A lei 8072/90 que é a Lei dos Crimes Hediondos, incluiu em seu artigo 1º, inciso I, o feminicídio. Assim, o autor de homicídio/ feminicídio poderá ser condenado a uma pena de 12 a 30 anos, podendo ser aumentada de 1/3 até a metade, quando o crime for cometido durante a gestação ou nos 3 meses posteriores ao parto, contra menor de 14 ou maior de 60 anos ou com deficiência e ainda quando o crime for cometido na presença de ascendente ou descendente da vítima.
A justificativa para a necessidade de uma lei especifica para os crimes relacionados ao gênero feminino, está no fato de 40% dos assassinatos de mulheres nos últimos anos serem cometidos dentro da própria casa das vítimas, muitas vezes por companheiros ou ex-companheiros.
Em Goiás, um dia após a prova do Enem, cujo tema da redação foi justamente a Violência contra a Mulher, Suzana Fagundes 31 anos, estudante de Direito, foi assassinada com 14 golpes de faca, sendo 05 dos golpes dados pelas costas pelo namorado Gabriel Teodoro Gomes e o corpo foi encontrado pela filha de apenas 08 anos de idade.
O caso ganhou repercusão ainda maior, porque após foragir, o agressor se apresentou em uma delegacia do interior do Estado, confessou o crime e saiu pela porta da frente da delegacia, sem ser preso pelo crime, já que a Juíza negou o pedido de prisão preventiva contra ele, alegando que o mesmo é primário, tem bons atencedentes e domicílio certo.
A indignação tomou conta da população goiana que vê assombrada um homem matar de forma fria e cruel um mulher e ainda assim, responder o processo em liberdade, para sei lá quando, ser levado a Júri Popular e aí talvez ser condenado.
Fica aqui o meu apelo, não só como advogada, não só como professora, mas como mãe, esposa e mulher! Chega de impunidade! Chega de violência contra a mulher!
No dia 06 de novembro de 2015 foi feito um protesto por familiares e amigos da Suzana, pedindo que seja decretada a prisão preventiva do autor confesso do crime. A Juíza recebeu os familiares no gabinete e explicou que negou o pedido de prisão preventiva, porque o fundamento motivador era tão somente da garantia da aplicação da lei penal, ou seja, quando há riscos do réu fugir do distrito da culpa, mas como ele havia se apresentado dias antes, a Magistrada entendeu por bem, mante-lo em liberdade. Todavia assegurou que analisará o contexto dos autos de inquérito, bem como levará em conta o parecer do Ministério Público para os próximos despachos que poderá decretar o mandado prisional em resposta a sociedade neropolina!
sábado, 24 de outubro de 2015
Abandonar um animal é abandonar um membro da família!
É de cortar o coração :'( Vídeo substitui cachorro por criança e chama atenção para o abandono de animais http://bit.ly/1GU7dnB (via Procura-se Cachorro)
Posted by UOL Notícias on Sexta, 8 de maio de 2015
Goiânia, minha Goiânia.
Parabéns Goiânia pelo seu aniversário! Cidade linda, florida e hospitaleira! É a cidade que eu escolhi para ser feliz!
Como fazer uma bolsa de festa em casa com caixa de cereal
Dica super fácil de fazer uma bolsa de festa super descolada e linda!
Bora reciclar!! Aprenda como transformar uma caixa de cereal em bolsa de festa!!
Posted by Dicas Da Fê Vasconcelos on Quinta, 1 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Furacão Patrícia, o maior furacão já registrado no planeta!
Furacão Patrícia tocou o solo Mexicano com ventos superioes a 300 k/h...Vocês tem noção do que é isso? Nem eu!!! O olho do furacão tem uma extensão de 10 km. O furacão entrou na categoria 5 com ventos que chegaram a 400 k/h quando ainda estava no Oceano Pacífico em direção a costa do Mexico! É o maior furacão já registrado na história do planeta!!! Ele está sendo chamado de Furacão Nuclear, porque seu potencial destrutivo é tal qual uma bomba nuclear! Encerro a minha noite com orações para todos os irmãos mexicanos! Que Deus cuide das famílias mexicanas! Recebam nosso apoio e a nossa solidariedade!
Em uma transformação classificada de "histórica", o furacão Patricia passou, em algumas horas, de tempestade tropical a um monstruoso furacão de categoria 5 – a máxima na escala Saffir-Simpson –, cuja intensidade já está sendo comparada a uma "detonação nuclear".
"É uma proeza extraordinária. Na era dos satélites, só o (furacão) Linda, em 1997, se intensificou neste ritmo", disse o Centro Nacional de Furacões nos Estados Unidos.
De acordo com o CNH, o furacão que se dirige à costa do Pacífico no México com ventos de até 325 km/h é o mais forte já registrado no Pacífico e no Atlântico. O Centro afirmou que a intensidade do furacão pode ser equiparável à de uma bomba atômica.
Para se ter uma noção, a velocidade dos ventos do Furacão Patrícia tem a mesma que uma turbina de um boing quando o mesmo está decolando. Árvores foram arrancadas, inclusive os coqueiros que são cartões postais nas paradisíacas praias mexicanas. A orientação do Governo local é que turistas pessoas evitem viajar para o México por enquanto! O Furacão deverá afetar inclusive o Estado do Texas nos EUA.
Filmagens impressionantes obtidas de cidades do México mostram a intensidade do furacão. Provavelmente os danos materiais são altíssimos. Ainda não temos relatos de vítimas. Climatologia Geográfica
Posted by Climatologia Geográfica on Sexta, 23 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
O Preço de uma Diva
Gente falsa e invejosa, não fala na cara, insinua!!!
Não conversa, não troca idéias não interage, faz intrigas!!!
Não elogia, adula, puxa seu saco!!!
Não se esforça para crescer, cobiça o que você tem!!!
Não colabora, mas interfere em tudo com críticas ácidas!!!
Não participa, e mesmo evitado sempre dá um jeito de se infiltrar!!!
Não sorri e não olha na cara, apenas mostra os dentes!!!
Gente falsa e invejosa, não caminha, mas rasteja pela vida sabotando a felicidade alheia e sobrevivendo dos seus restos!!!
Então se você não diva, não queira desdivar a divação dos divadores!
E se você é diva, então prepare-se, porque quem brilha incomoda e é atacado por quem não consegue ter luz própria!
Avante!
terça-feira, 20 de outubro de 2015
A Dor do Abandono
A DOR DO ABANDONO”
Era uma manhã de sol quente e céu azul, quando o caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.
--De quem se trata?
Quase ninguém sabe. Poucas pessoas acompanham o féretro. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Depois que o corpo desocupou o quarto do asilo, onde aquela mulher passou boa parte da sua vida, a responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, umas anotações. Um diário sobre a dor... Sobre a dor que ela sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, gravado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças sorridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas?
Talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar...
Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... E com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... Como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... Dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... Que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... Que eu vivo... Que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso... Que a vida continua após a morte, de uma outra forma... Mas com certeza a minha matéria, a minha mente, o meu eu dessa vida que vivo agora, com o nome que tenho... Nunca mais existirá! E quando a morte chegar, só restará a saudade que com o passar do tempo se ameniza... (se é que alguém vai sentir saudade de mim, já que não sentem enquanto ainda estou viva neste asilo)
Sinto que a minha hora está chegando. Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado... Pensai que a cada pai e a cada mãe Deus perguntará: "- O que fizestes do filho confiado a vossa guarda?" e aos filhos: "- O que fizestes aos vossos pais?".
Assinar:
Comentários (Atom)




















