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domingo, 18 de outubro de 2015
O Diário de um Refugiado!
Não dá para ignorar o problema! Esse texto extraído do facebook, compartilhado de Luisa Romano, é a real situação dos refugiados que buscam abrigo em outros países! Eles vem de uma situação financeira e intelectual elevada, mas de um dia para o outro, tudo virou de cabeça para baixo! Leiam o texto, vale a pena! Eu li e me senti lá, vivendo as agruras desse povo que indempendentemente da crença, da cor ou de qualquer outra condição, são nossos irmãos aos olhos de Deus! Avante
Por Luisa Romano
14 de setembro de 2015
Li um texto que mexeu muito comigo sobre a questão dos refugiados. Não sei quem é o autor original, procurei e não encontrei.
Tomei a liberdade de traduzir do inglês para o português, para que quem quiser possa ler esse relato emocionante. É grande sim, mas vale os minutinhos.
"Você tem 29 anos de idade e uma esposa, duas filhas e um emprego.
Você tem dinheiro suficiente e pode comprar algumas coisas boas, e você vive em uma casinha na cidade,
De repente a situação política no seu país muda e poucos meses depois soldados estão em frente a sua casa. E em frente as casas dos seus vizinhos.
Eles dizem que se você não lutar com eles, eles vão atirar em você.
Seu vizinho se recusa.
Um tiro. É isso.
Você escuta um dos soldados dizer para sua mulher abrir as pernas.
De alguma forma você consegue se livrar dos soldados e passa a noite pensando.
De repente você ouve uma explosão. Sua casa não tem mais sala de estar.
Você corre para fora e vê que a rua toda está destruída.
Nada ficou em pé.
Você coloca sua família dentro de casa e corre para casa dos seus pais.
A casa não está mais lá. Nem seus pais.
Você olha ao redor e acha um braço com a aliança da sua mãe no dedo. Você não consegue achar mais nenhum sinal dos seus pais.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
“Mas os refugiados tem tantos artigos de luxo! Smartphones e roupas de marca!”
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
Você imediatamente deixa isso para trás. Volta correndo para casa e fala para sua esposa e filhos se vestirem.
Você pega uma mala pequena, porque qualquer coisa maior será impossível de carregar por muito tempo, e nessa mala você coloca o essencial. Apenas duas peças de roupa para cada um cabe nessa mala.
O que você leva?
Você provavelmente nunca mais verá seu país.
Não verá sua família, vizinhos, amigos do trabalho…
Mas como manter contato?
Você rapidamente joga seu smartphone e o carregador na mala.
Junto com algumas roupas, um pouco de pão e o ursinho favorito da sua filha caçula.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
“Eles podem facilmente pagar a fuga. Eles não são pobres!”
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
Porque você viu que uma emergência se aproximava, você já juntou todo o seu dinheiro.
Você conseguiu juntar um dinheiro graças ao seu emprego bem remunerado.
O gentil traficante de pessoas do bairro cobra 5 mil euros por pessoa.
Você tem 15 mil euros. Com um pouco de sorte, vocês todos poderão escapar. Se não, você terá que deixar sua esposa ir.
Você a ama e reza para que os traficantes levem sua família toda.
A esse ponto você está totalmente sem nada. Tem apenas sua família e a mala.
A jornada até a fronteira leva 2 semanas a pé.
Você está com fome e na última semana mal comeu. Você está fraco, assim como sua esposa.
Mas ao menos as crianças tem o suficiente.
Elas choram pelas 2 semanas inteiras.
Metade do tempo você tem que carregar sua filha mais nova. Ela tem apenas 21 meses.
Mais duas semanas e você chega até o mar.
No meio da noite você é colocado num barco junto com outros refugiados.
Você deu sorte: Sua família toda pôde embarcar.
O barco está tão cheio que ameaça virar. Você reza para que não afunde.
As pessoas ao redor estão chorando e gritando
Algumas crianças pequenas morrem de sede.
Os traficantes jogam elas do barco.
Sua esposa senta, com um olhar vago, num canto do barco. Ela não bebeu nada nos últimos dois dias.
Quando a costa está à vista, vocês são colocados em botes.
Sua esposa e a sua caçula estão em um bote e você e sua filha mais velha em outro.
Vocês são avisados para ficarem em silêncio, para que ninguém saiba que vocês estão lá.
Sua filha mais velha entende.
Mas a caçula no outro bote não. Ela não pára de chorar.
Os outros refugiados estão ficando nervosos. Eles exigem que sua esposa faça a criança ficar quieta.
Ela não consegue.
Um dos homens pega sua filha, arranca ela dos braços da sua esposa e joga ela do barco.
Você pula na água atrás dela, mas você não consegue acha-la mais.
Nunca mais.
Em 3 meses ela faria 2 anos.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
“Não é o suficiente? Eles já tem tudo do bom e do melhor aqui e ainda tem que ser tudo dado de mão-beijada?”
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
Você não sabe como, mas sua esposa e filha mais velha conseguem chegar no país que vocês queriam.
É como se tudo estivesse embaçado. Sua esposa não fala uma palavra desde que sua filha morreu.
Sua filha mais velha não larga o ursinho de pelúcia da irmãzinha e está totalmente apática.
Mas vocês tem que continuar em frente. Vocês estão quase chegando no abrigo.
São dez da noite. Um homem que fala uma língua que você não entende leva vocês para camas improvisadas. São 500 camas todas juntas.
O lugar está lotado e barulhento.
Você tenta entender o que deve fazer. Para entender o que as pessoas de lá querem de você.
Mas na realidade você mal consegue ficar em pé. Você quase deseja que os soldados tivessem atirado em você.
Em vez disso você tira da mala suas poucas posses:
Duas peças de roupas para cada e um smartphone.
Então você passa sua primeira noite em um país seguro.
Na manhã seguinte você recebe algumas roupas.
Junto com as roupas doadas tem até roupas de marca. E um brinquedo para sua filha.
Te dão 140 euros. Para passar o mês todo.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
“Eles estão a salvo aqui. Então deviam estar felizes!”
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
No jardim, vestido com suas roupas novas, você segura seu smartphone para o alto na esperança de pegar algum sinal.
Você precisa saber se alguém na sua cidade ainda está vivo.
Então um “cidadão preocupado” aparece e te insulta.
Você não sabe o porquê. Você não entende “Volte para o seu país!”
Você não entende algumas coisas como “smartphone” e “dado de mão-beijada”.
Alguém traduz para você.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
E agora me diga como você se sente e o que possui?
A resposta, das duas partes disso é “Nada
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